21/11/2009

Em fase de crescimento

Durante uma entrevista para emprego e/ou estágio:
- Por que você escolheu fazer jornalismo?
Saudosamente, "pergunta idiota, tolerância zero!". Psicólogos e gestores em recursos humanos, que tal se vocês se reciclarem? Penso que a metodologia de vocês (ou ferramenta/técnica de trabalho, não sei) está super ultrapassada e não avalia de fato o profissional.
É difícil fazer vocês acreditarem que optei por tal profissão porque sou apaixonado por ela. Amo de paixão sair às ruas e conversar com as pessoas com a missão de cumprir a pauta que algumas vezes não dá para seguir e volto com uma reportagem diferente da que me foi orientada, afinal durante a externa surge um novo universo de informações.
A cada dia uma nova lição tanto profissional quanto de vida. Eu lembro que durante a entrevista com a Telma Almeida, que recebeu transplante de rins e pâncreas, eu perguntei se ela tinha prometido realizar algum sonho depois que recebesse o novo órgão e a resposta foi imediata "beber água", o mesmo disse a Dione Palheta, também transplantada, que completou falando em poder voltar a urinar. Vejam bem, elas disseram beber água – uma necessidade tão comum – que nem damos importância. No Hospital Ofir Loyola, onde fomos colher imagens e sonoras com os pacientes no Centro de Hemodiálise muitas histórias de perseverança de um povo esperançoso que espera por um órgão para se livrar da dependência de uma máquina e voltar a ter uma vida normal.
Por ser um hospital público nada fora do comum: pacientes aguardando leito nos corredores do hospital, outros reclamando que não conseguem fazer exame e nem consulta com um determinado especialista e quando conseguem é para n meses depois. É nestas horas que vejo que tenho mais é que levantar as mãos para os céus e agradecer a Deus a vida e a saúde que ele me concede diariamente.
Numa pauta cuja abordagem é tratamento para dependentes químicos no Centro Nova Vida confirmei que temos mais é que enterrar o "eu não posso!" junto com o "eu não consigo!", e nos libertar dos nossos medos e fraquezas.
Em matérias de comunidade as denúncias de comunidades carentes que não deveriam ser tratadas apenas com políticas assistencialistas – isto quando há alguma!
Este é apenas o lado mais humano da profissão. Existe também o lado pedagógico, digamos assim para definir o aprendizado profissional. Me refiro ao posicionamento diante da câmera, ter que ficar do lado esquerdo do cinegrafista durante as sonoras, não bombardear o entrevistado com tantas perguntas. Na hora do "aperreio" temos que meter o pé na lama, correr de ladrão, tomar "chá de cadeira"... o repórter cinematográfico se irrita, o auxiliar ri e eu acho muita graça, depois é pura zoação. Se o off não ficar bom, o editor pede para regravar.
Com isto vou aprendendo a lidar com o universo da reportagem, com o que não se pode deixar de ter na pauta [meu Deus, quantos erros cometi na época em que fui produtor"] e vou crescendo... Aproveito isto para crescer como pessoa e como profissional – é exatamente por isto que escolhi o jornalismo.

07/11/2009

Adeus ao grande Mestre

Esta semana o Pará perdeu um ícone, um mestre, uma majestade. Faleceu aos 93 anos de idade Augusto Gomes Rodrigues – o Mestre Verequete – o rei do carimbó. Não sei se foi coincidência ou ironia do destino, mas eu estava em casa produzindo uma pauta para um bate papo com ele quando li que o Mestre estava hospitalizado no Hospital João de Barros Barreto, em Belém, com pneumonia, fiquei triste pelo provável adiamento da entrevista e rezando pela recuperação do Verequete.
Na segunda-feira, os noticiários informavam que era grave o seu estado de saúde, além de ter sido transferindo para a Terapia Intensiva uma infecção começava a se generalizar pelo corpo do compositor, neste momento respirava com ajuda de aparelhos. Na terça, a notícia da morte de Verequete já era esperada – por isto não surpreendeu a tanta gente.
O velório não poderia ter sido em outro estilo, as orações se uniram ao batuque do carimbó. O chapéu do Mestre em cima de seu corpo e ao seu redor toda a cultura popular paraense, e líderes do governo. Durante o cortejo uma parada em frente a Casa da Linguagem, no centro da capital paraense, era a última homenagem feita em corpo presente ao Mestre Verequete.
Mestre Verequete foi mesmo o rei, não apenas do Carimbó, sua nobreza não se media apenas no talento para compor e cantar. A majestade do seu Augusto estava na sua dignidade, na humildade que o artista sempre teve, em nunca negar as suas origens e no orgulho de ser quem ele era.
"O carimbó nunca morre,
Quem canta o carimbó sou eu"
Agora o batuque o ritmo do Mestre Verequete será ouvido pela eternidade.
Documentário 'Chama Verequete' - Imagens: You tube




02/11/2009

Sugestão de pauta e release

Povo, galera, amigos, pessoas!
Tô meio afastado do blog, sem tempo para novas postagens. É universidade, é TCC e meu mais novo trabalho. Assim que desafogar um pouco estarei comentando no blog de vocês, redigindo textos para o meu.
Voltei a trabalhar na TV Livre, afiliada RedeTV!, em Belém. Para quem mora na cidade e/ou Região Metropolitana, me envie sua sugestões de pautas, pedidos de matérias ou numa linguagem mais técnica me enviem seus press releases.
Salvem em seus mailing list. Aguardo o contato vocês! ! !
"beijos me liga"

22/10/2009

Linha direta

Direto de Belém: Fotos inescrupulosas de jovens de Belém caíram na rede mundial de computadores. Enviadas por e-mail, as imagens exibem conteúdo pornográfico de pessoas do sexo masculino despidas e em estado de excitação. De acordo com pessoas que já viram as fotografias, os rapazes não aparentam estarem drogados e nem alcoolizados nas imagens.

Não se tem confirmação da origem do caso, suspeita-se que um morador do edifício Manuel Pinto da Silva, mais conhecido prédio na capital paraense, tenha feito a maioria das fotos durante encontros amorosos, marcados por meio de um site de relacionamento, com as "vítimas" em seu próprio apartamento. Existe a hipótese do possível envolvimento de uma segunda pessoa, responsável pelo envio destas imagens.

Ainda não existe uma lei capaz de punir severamente os crimes praticados via internet, no caso do delito cometido por quem tratou de enviar as fotos, a punição pode ser apenas por danos morais e emocionais. Mario Antônio Paiva (UFSC) cita em Internet – O mundo fora da lei autores que apontam premissas legais que impedem a aplicação da legislação penal em condutas delituosas cometidas através de um computador.

17/10/2009

Brasil contemporâneo em Cordel

Sala tematizada, interpretação teatral e a criação de uma revista eletrônica chamada IN VERSUS. Os alunos do 4° semestre do curso de Comunicação Social—Jornalismo da Universidade da Amazônia, não pouparam esforços para apresentar, em sala de aula, a história do Brasil por meio dos versos da literatura de Cordel. A exposição dos trabalhos aconteceu nos dias 21, 22 e 25 de setembro, na sala 401 do campus BR, sob orientação do professor Agenor Sarraf.

Em foco a importância dessa literatura, que tem raízes no nordeste do Brasil, contando a história do país através da poesia de cordel, considerado como jornalismo popular por divulgar numa linguagem menos técnica e mais acessível as notícia sobre a política brasileira.

A primeira equipe a se apresentar teve como tema as décadas de 1920 e 1930 denominadas por "Anos turbulentos", os estudantes explicaram o que é a literatura de cordel, citaram alguns cordelistas, mas a apenas o aluno Adriano Padilha citou um trecho de cordel. Mesmo assim, assuntos como a política do 'café-com-leite', a coluna Prestes e a exclusão do nordeste do eixo centro-sul não deixaram de ser abordados.

Bastou um caipira entra em cena e recitar poesias de cordel para que as demais equipes quebrassem o "gelo" para que as equipes começassem os debates. A criatividade da segunda equipe personificou o estudante Denis em sertanejo e juntos eles apresentaram o cordel na Era Vargas.

A última equipe a se apresentar teve como tema "De 1985 ao presente: Depois da Euforia, a Volta ao Normal" e inovou trazendo um programa jornalístico para expor o seu trabalho. A equipe era formada pelos acadêmicos José Andrey Bentes, Denilson D'Almeida, Janaina Haila da Silva, Karina Samille Costa e Silena Veiga.

A revista eletrônica IN VERSUS mostrou a história dos presidentes do país desde 1985, final da ditadura militar, enfatizando pontos importantes da história, como a morte do presidente Tancredo Neves e a posse na época do então vice-presidente da república José Sarney, atualmente líder do senado e acusado de inúmeras irregularidades, como nepotismo e obtenção de favorecimento como atos secretos.

Em seguida, a história de Fernando Collor de Melo, com ênfase em sua má administração como governador do Estado de Alagoas e o maior escândalo político do século, o impeachment. O último bloco do programa, falou sobre o governo de Fernando Henrique Cardoso, o plano real e privatizações. Em seguida a posse do atual presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, nomeado membro honorário da Academia Brasileira de literatura de Cordel.

As reportagens foram acompanhadas com poesias de cordel exemplificando, do ponto de vista dos poetas a história do país, numa linguagem recodificada para um público popular.

A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes.

14/10/2009

Eldorado de sonhos

Reza a lenda que Eldorado era uma terra indígena de riquezas abundantes, com ruas de ouro e construções erguidas em pedras preciosas, era a cidade do ouro – localizada próximo onde hoje fica Bogotá, na Colômbia. Esta história era contada por espanhóis no século XVI para atrair aventureiros para um mundo desconhecido chamado "América". A existência de Eldorado nunca foi confirmada, nem esquecida ao longo do tempo, tanto que quatro séculos depois um novo Eldorado surgia no coração da Amazônia - era a Serra Pelada, uma nova esperança no coração de mais 60 mil homens que caçavam a sorte na Amazônia.
Era o começo da década de 1980 quando um boato de que toneladas de ouro podiam ser encontradas em um córrego próximo ao morro da fazenda Três Barras, área hoje chamada de Serra Pelada. A notícia atraiu imigrantes de todas as regiões do Brasil, sobretudo dos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins, e também de outros países como o Suriname, muitos nunca nem tinha visto a cor do metal. Em menos de três anos, a Serra Pelada já era considerada o maior garimpo a céu aberto do mundo da qual foram extraídas oficialmente 30 toneladas de ouro. Uma cratera, do tamanho equivalente a três estádios de futebol, com mais de 100 metros de profundidade foi o que restou da Serra.
Nesta fotografia feita por Sebastião Salgado, em 1986, é nítido o trabalho dos garimpeiros que foram trabalhar na Serra Pelada. Verdadeiros selvagens que trabalhavam na lama e nela construíam suas moradias feitas em barracos de tábua que apodreciam rapidamente devido ao clima da região. Era um trabalho extremamente manual, milhares de miseráveis subiam e desciam a cava com sacos de lama nas costas, seus passos eram vigiados por agentes da Polícia Federal e por policiais militares. Não se tem registro exato de quantos garimpeiros estiveram na Serra Pelada, alguns dados revelam que foram 60 mil, outros 80 mil e no mais elevado 100 mil.
Só se sabe que a exploração do ouro na Serra Pelada contou com um trabalho humano surpreendente, alguns até comparam com a construção das pirâmides no Egito. Foram milhares de sonhos, muitos realizados, porém também foi uma luta incessante para sobreviver aos desafios naturais junto com a competição humana pela disputa da riqueza. Até a data da foto, era proibida a entrada de mulheres na Serra Pelada, entretanto neste mesmo ano passou a ser liberado acesso delas na área e a formação de famílias.
Neste contexto o novo Eldorado não foi apenas um período "áureo" na história da Amazônia nem a representa um universo de sonhos, nos quais muito realizados outros apenas idealizados, ele é uma lição para todos nós amazônidas cuidarmos do que é nosso. A cobiça de grandes grupos é apenas em sugar e lucrar, não importa o tamanho do buraco (ou que tipo) será deixado aqui, assim foi durante o Ciclo da borracha, na Serra Pelada, e está sendo agora.
Alcoa, Vale, Imerys, Natura e tantas outras agem por aqui lucrando à custa do suor amazônico, da sabedoria popular e indígena... até quando teremos que carregar lama nas costas? Com a palavra os sonhadores do novo Eldorado.
Esta postagem você encontra no breados on line, vale a pena clicar!

Campanha Socialize-se, abra a sua mente!

Trabalho apresentado pelos estudantes de Publicidade e Propaganda Robson Nylander, Hermes Júnior, Thalita Mendes, Camila Valente e Filipe Martins, referente a disciplina Sociologia Geral e da Comunicação, orientados pela professora Arlene Alves. Os alunos contaram com a participação de Denilson D'Almeida para reportar e editar o vídeo.

Homofobia: doença social cujo prognóstico revela uma aversão cometida contra a homossexualidade.

A discussão sobre homofobia surgiu após a união do Movimento LGBTT que levou para as ruas a luta pelos seus direitos constitucionais. A realização de Paradas Gays é o maior exemplo disto, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transformistas, esbanjam alegrias e performances como forma de protestar.

"Homofobia é muito mais que aquele preconceito de cor que a gente encara. A gente fala 'homofobia' a gente caracteriza logo na nossa cabeça a questão da violência física, mas homofobia é mais que isso. Homofobia é aquela piadinha que tu escutas, homofobia é quando alguém te nega um direito só pelo fato de você ser um homossexual, entendeu? Quando alguém te trata de uma maneira diferenciada. Homofobia, muita vezes, é sua não aceitação a sua própria homossexualidade. Homofobia é tudo isto que gira em torno da intolerância à prática da homossexualidade", explica Simy Larrat, dirigente do Movimento.

No Brasil, três leis a favor da homossexualidade aguardam votação no Congresso, sendo elas: A criminalização da homofobia, a união estável entre homossexuais e a permissão do uso do nome social como forma de identificação. O Pará sai um pouco mais a frente, o Governo do Estado sancionou a Lei que permite que travestis utilizem o nome social para se matricular em colégios e receber atendimento em órgãos públicos.

"Vai ser discutida ainda na Câmera Federal sobre a união estável, a união de casais homossexuais, homoafetiva no caso, porque atualmente nós temos 37 direitos negados comparando um casal heterossexual e outro homossexual. Este Projeto de união estável é justamente para isto, discutir esta parte de pensão, a partilha de bens e outras coisas", diz Roger Nascimento, militante do movimento LGBTT.

"Há muito tempo que a gente vem lutando por leis e a gente só conseguia esta questão de dia do orgulho – isto é importante a gente ter, o Dia do Orgulho Gay - o Dia Estadual do Combate a Homofobia que foi outra lei que a gente conseguiu. É importante a gente dias que marquem esta trajetória de luta. Mas eu acho que mais que isso é importante a gente garantir leis que garantam o direito, o acesso a educação, enfim... que garantam cidadania para esta comunidade. Então assim, neste sentido, a gente já obteve alguns avanços, a garantia da travesti poder usar o seu nome social na escola e agora recentemente poder usar em qualquer esfera pública do governo estadual seja polícia, posto de saúde, escola. Nós temos uma lei que garante que no estabelecimento comercial onde você for e for comprovado que agiu com preconceito contra uma pessoa, ele perde os benefícios fiscais do Estado. E recentemente foi aprovado pelo Conselho Estadual de Combate a Homofobia que vai ter toda uma reformulação da polícia, desses órgãos de segurança pública, para o atendimento aos homossexuais.

São leis importantes e o que falta para a gente, além de outras leis, como a que criminalize a homofobia para teres uma lei que possa te amparar quando tu fores agredido e sofreres qualquer tipo de preconceito. A Constituição te garante que todos somos iguais, mas quando tu chegas em uma delegacia o cara não vai te dar trela, vai até rir da tua cara.", declara Larrat.

Pensando em divulgar as leis contra a homofobia, o Projeto Faça a sua parte, tome conhecimento criado por um grupo de estudantes de comunicação lançou a campanha Socialize-se, abra a sua mente! Que tem por objetivo conscientizar a sociedade do problema social que é a homofobia.

13/10/2009

Extra, extra: Crianças enganadas

Os adultos que me desculpem, mas esta postagem é para as crianças. Papais e mamães, já chega de enganar a molecada com contos de fada, dizer que Papai Noel existe ou o tal do Coelhinho da Páscoa, sejam mais criativos e inteligentes na hora de educar a prole porque estes métodos estão ultrapassados. Recentemente, navegando pela rede mundial de computadores, no Ig para ser mais exato, li a notícia bizarra que a Branca de Neve estava presa por tráfico de drogas pela Polícia Federal. Contra ela ainda pesava a acusação de explorar os sete anões e disputar poder com a madrasta que queria controlar a venda de drogas pela floresta.

Por um momento pensei que a Branca estivesse morando no Brasil, mas não porque tal fato aconteceu nos Estados Unidos. Agora tenho dúvidas sobre a origem da tal Branca, sempre achei que ela era uma puta que fez orgias com sete anões e ainda cortou a língua do mais novo para que ele não espalhasse o segredo – corre o boato de que os anões na verdade eram crianças que ela tirou a virgindade. Porém não vamos julgar mal a Branca de Neve, ela teve que fugir de casa porque a madrasta queria matá-la, igual como matou ao pai, para ficar com toda a herança e o único meio que Branca encontrou para se manter foi através da prostituição.

A Cinderela também não é nenhuma coitadinha. Uma empregada doméstica que roubou o pretendente das filhas da patroa e deu o golpe do baú. Lavar o chão, cozinhar, passar e aturar a patroa miserável que não pagava gratificações e nem assinava a carteira de trabalho, nunca mais! Biscate igual a ela, só a Rapunzel que esperava os pais dormirem para ajudar o namorado a subir até o quarto dela a fim de transarem a noite toda.

A tal Bela Adormecida, cliente fiel da Branca de Neve, foi uma drogada que de tanto cheirar pó entrou em coma antes de sofrer overdose. Quanto a Chapeuzinho Vermelho, quem leu a matéria da prisão da Branca de Neve viu que ela está sendo procurada pela PF por ser chefe do Comando Vermelho, sua carreira criminosa teve início ainda quando criança, ela roubava os doces que avó fazia.

Outra Bela que não é nenhum modelo a ser seguido é aquela da 'Bela e a Fera'. A Fera na verdade era um aposentado no qual a Bela estava de olho na fortuna. Depois de seduzir o velho, ela mandou o namorado duelar com o aposentado, o objetivo era que o velho morresse e ela herdasse a fortuna.

Quanto a Joãozinho e Maria, a história esconde uma relação incestuosa dos dois e ainda uma bruxa ninfomaníaca que tem tara por gordinhos. João e Maria se metem no matagal, sozinhos, e um passarinho faz com que se percam, "baita metáfora para a descoberta do sexo". Ele era menino, logo... "passarinho". "E o fetiche da bruxa em pedir o dedinho? Pura dedada!"

É garotada, cuidado com o Bicho Papão ou o tal Velho do Saco, ninguém vai querer saber de onde eles surgiram.

No mais, feliz dia das crianças!

10/10/2009

É Círio outra vez

Há exatamente um ano eu vivia a maior experiência da minha vida, acompanhei a Trasladação, procissão que antecede o Círio de Nazaré, na corda. Hoje, relembro este momento emocionante e entendo o motivo do Círio também ser a renovação da Fé, pois foi com este sentimento que fiquei quando a procissão terminou. Foi na Corda que descobri que gratidão exige um esforço muito maior que abrir a boca para dizer "obrigado" e constatei que a ciência não é exata. Percebi o quão grande nós podemos ser quando acreditamos no poder divino, na interseção da padroeira e em nós mesmos, vi que dentro da gente mora um gigante Golias e um pequeno Davi, e que eu não fujo a esta regra. A "muralha" que não desmorona com nada, ficou com os olhos cheios de lágrimas ao ouvir um coral formado por crianças vestidas de anjo cantar:

Mãezinha do céu, eu não sei rezar / Só sei dizer: quero te amar

Azul é o seu manto, branco é seu véu / Mãezinha, eu quero te ver lá no céu.

Mãezinha do céu, mãe do puro amor /Jesus é seu filho, eu também o sou (...)

No Círio a gente descobre que apesar de termos sido feitos imagem e semelhança de Deus somos muito mais fracos que Ele, tanto que recorremos a interseção da Mãe do Filho Dele. Este ano, ao ver a imagem peregrina passar em procissão para a Igreja Matriz de Ananindeua, fiz um novo pedido à Nossa Senhora de Nazaré, mas desta vez nada de corda ou de promessa, estou certo de que Ela vai me conceder a graça, pois nunca deixa de rogar por nós.

Por falar deste ano... acho que a cidade nunca ficou tão contagiada pela festa nazarena quanto no Círio 2009. Hoje, a Região Metropolitana de Belém parou para assistir a passagem da imagem de Nossa Senhora de Nazaré em procissão com destino a Igreja Matriz de Ananindeua. Nem em época natalina a Rod. BR-316 fica enfeitada como ficou hoje.

Neste sábado, estarei na Trasladação novamente na Corda só que desta vez acompanhando a minha irmusca pagar a promessa dela e amanhã, domingo, estarei acompanhando o Círio de Nazaré 2009. Beatice? Não! Renovando a fé, agradecendo graças alcançadas e rezando. Junto comigo pelo menos dois milhões de romeiros, muitos na corda, outros levando maquetes, partes do corpo feito em cera e até carregando uma cruz pesada, também aqueles que seguem de joelhos a procissão e aquele rio de pessoas que acordam cedo apenas para ver a Senhora de Nazaré passar.

Feliz Círio!